Relatório aponta gravidade de vazamento
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quinta-feira, 15 de novembro de 2001
Israel Reinstein<br>De Curitiba 
O vazamento de nafta do navio da Petrobras, Norma, que aconteceu em 18 de outubro, em Paranaguá, no Litoral do Paraná foi considerado grave pelo relatório ambiental divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) e Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
Ontem, técnicos das duas entidades concluíram que o vazamento de 392 mil litros do produto derivado de petróleo altamente tóxico e inflamável causou danos à água, ar e fauna das baías de Paranaguá e Antonina, além de prejudicar a população da região.
O trabalho do IAP e do Ibama avaliou os efeitos ambientais imediatos causados pelo acidente. O relatório caracterizou o incidente como grave, uma vez que comprometeu a qualidade ambiental da região, interferindo na utilização dos recursos ambientais, especialmente das atividades relacionadas à pesca.
Por outro lado, o relato dos técnicos indica que não houve indícios de contaminação em animais não-pulmonados, como ostras, mexilhões, peixes, camarão e ostras. Foram afetados pelo produto, segundo o relatório, tartarugas e gaivotas, que fazem a respiração através do aparelho pulmonar.
O relatório foi encaminhado para a presidência do Ibama e uma cópia será entregue ao secretário estadual do Meio Ambiente, José Antônio Andreguetto. A expectativa é que na próxima semana o Ibama defina a penalidade a ser aplicada à Petrobras.
De imediato o documento libera a pesca nas baías de Paranaguá e Antonina. A atividade estava proibida desde 18 de outubro, quando houve o derramamento de nafta. Os pescadores tinham programado, para hoje, um protesto contra a proibição da pesca durante a Romaria de Nossa Senhora do Rocio, em Paranaguá. Mesmo com a liberação da pesca, a manifestação será mantida.
O presidente da Federação dos Pescadores do Paraná, Edmir Ferreira, disse que os pescadores querem ser reembolsados pelos dias parados. A federação calculou que cada família de pescador deve receber diária de R$ 200,00. No entanto, os advogados da entidade querem aguardar laudas que identifiquem os responsáveis pelo vazamento. Na parte ambiental, os dois órgãos de fiscalização já anunciaram que o responsável pelo derramento de nafta é a Petrobras.


