Agência Estado
Uma comissão de parlamentares e representantes do setor agrícola entregou ontem ao ministro da Justiça, Renan Calheiros, um ‘‘dossi꒒ sobre suposta violência dos movimentos sociais que lutam em favor da reforma agrária no Brasil contra fazendeiros. O documento tem várias fotografias de fazendas depredadas e reproduções de reportagens, comparando as fazendas antes e depois das ocupações.
O Ministério da Justiça não divulgou todo o documento apresentado pelos representantes dos fazendeiros. A imprensa teve acesso a uma parcela do documento, onde há fotos. As fotos, na maioria, mostram cercas e currais derrubados, objetos e máquinas depredados e casas de fazendas sem as peças dos banheiros.
O documento dos fazendeiros mostra fotografias de currais destruídos, mas, na maioria, sem o menor sinal de uso recente: não há estrume de gado e marcas de patas de vacas. Nas fotos aéreas tiradas pelos próprios fazendeiros, supostamente no dia da invasão das propriedades rurais, não se vê gado.
Os representantes do setor agrícola pediram a Calheiros que faça algo para conter o que chamaram de violência dos sem-terra. O ministro da Justiça informou, por intermédio da assessoria, que encaminhará o documento à Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
O Ministério da Justiça informou que, entre os representantes do setor agrícola que entregaram o documento, estão o presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Ernesto de Salvo, os deputados Luiz Carlos Heinzel (PPB-RS) e Wilson Santos (PMDB-MT), além do presidente do Sindicato Rural de São Paulo, Almir Guedes Soriano.
O documento entregue pelos representantes do setor agrícola mostra várias reportagens sobre invasões de terras e suposta violência do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O próprio ‘‘dossi꒒ dos fazendeiros, no entanto, também mostra violência contra os sem-terra.

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