Brasília, 20 (AE) - O relator da CPI dos Bancos, senador João Alberto (PMDB-MA), disse hoje (20) que vai propor a criação de uma comissão permanente no Senado para tratar unicamente do sistema financeiro nacional. Ele disse que também vai incluir no seu relatório a obrigatoriedade de o presidente do Banco Central a comparecer a essa comissão de 3 em 3 meses, para falar da política de juros, da situação do sistema bancário e da execução da política financeiro do governo federal. O senador deu as informações depois de se reunir com o ex-ministro e deputado Delfim Netto.
De acordo com o relator, a economia financeira vem se sofisticando e o Congresso não tem acompanhado devidamente os problemas do setor, "apesar de sua importância num mundo que caminha rapidamente para a globalização". Para João Alberto, a prerrogativa do Senado para tratar da dívida do País é motivo mais do que suficiente para justificar o comparecimento frequente do presidente do BC. "O Senado é fórum para essas exposições e questionamentos ao presidente do Banco Central", argumentou, lembrando que nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve vai periodicamente ao Senado para falar sobre juros, sistema bancário e sobre o comportamento da política financeira".
"Sua presença é um acontecimento esperado e ele fala com clareza", destacou. Outro argumento de João Alberto é que o próprio presidente do BC, Armínio Fraga, admitiu que a instituição vem passando por uma reformulação para acompanhar "mercados complicados, com operações instantâneas, onde se ganham milhões em minutos sem pagar um centavo de imposto".

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