Relator propõe o fim da tele-entrega de remédio
Agência Folha
De Brasília
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Medicamentos, deputado Ney Lopes (PFL-RN), quer que o governo proíba farmácias de oferecer o serviço de entrega de remédios aos seus clientes. Para Lopes, a tele-entrega dificulta a fiscalização da venda de remédios feita sem apresentação de receita médica e pode estimular o consumo de medicamentos.
Lopes também é a favor da proibição da venda por telemarketing. A sugestão para a proibição desses serviços constará do relatório final do deputado que será submetido à aprovação da CPI ao final dos trabalhos da comissão. O presidente do Conselho Federal de Farmácia, Jaldo de Souza Santos, também é favorável à proibição da tele-entrega. Segundo Santos, que depôs ontem na CPI, toda venda de medicamento tem de ser feita na presença de um farmacêutico, o que não ocorreria quando o remédio é entregue na casa do paciente.
Santos afirmou que tem proliferado no País o serviço de venda de remédios pela Internet. Em muitos casos, segundo ele, o vendedor é uma farmácia virtual, sem instalações físicas e sem farmacêuticos responsáveis. Santos disse que o conselho, que representa os farmacêuticos, irá assessorar Lopes na elaboração de uma regulamentação para o serviço. A assessoria de imprensa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária informou que a entidade estuda a criação de uma divisão para tratar exclusivamente da venda de remédios por telemarketing. Segundo a agência, o serviço hoje não é regulado.





