Relator diz que Prefeitura precisa se aproximar da base
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quarta-feira, 12 de abril de 2000
Por Flávio Mello 
São Paulo, 13 (AE) - O relator da comissão especial de impechment e líder do governo na Câmara de São Paulo, Brasil Vita (PPB), admitiu hoje que o Executivo precisará se reaproximar da base de sustentação para não perder uma nova "batalha" na guerra contra a cassação.
"Realmente, foram poucas as conversas entre os representantes do governo e os vereadores; muito provavelmente pelo respeito que tem ao Poder Legislativo e sem querer nele interferir, não se deu ao trabalho de cabalar votos", afirmou.
Vit7a acredita que o governo municipal deve impedir que a base de sustentação se desfaça. A receita, indicada por Vita, é o governo dar mais atenção às "prioridades" do vereadores: limpeza de córregos e bueiros, asfaltamento de ruas e melhor coleta de lixo.
O líder do governo não admitiu a derrota do Executivo. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida por Vita: Pergunta - Como o Executivo foi derrotado na comissão especial de impeachment, se a maioria dos integrantes era governista? Brasil Vita - Não foi uma derrota. Foi apenas uma batalha porque a guerra ainda não terminou. Pergunta - Se o governo municipal não conseguiu reverter um único voto contrário da base governista, que era o do vereador Natalício Bezerra (PTB), como conseguirá garantir pelo menos 22 em plenário? Vita - Realmente, tornou-se difícil a posição do governo municipal. Todavia, não impossível. Basta que o grupo de sustentação do governo não se disfaça. Em não se desfazendo, a guerra estará ganha. Pergunta - O que o governo deve fazer para evitar um processo de deterioração da base aliada na Câmara? Vita - As prioridades dos srs. vereadores da base de sutenção, que são limpeza de córregos, de bueiros, asfaltamento de ruas, melhora da coleta de lixo, etc deverão ser melhor atendidas. Pergunta - Se os articuladores políticos do governo não perceberam esses problemas, houve um sério erro de estratégia? Vita - Não é verdade. Talvez o governo não tenha sido suficientemente sensibilizado, mas isto não torna impossível um reequilíbrio de relacionamento entre todos. Pergunta - Vários vereadores governistas disseram que nem sequer foram procurados pelo secretário de Governo, Carlos Augusto Meinberg, para saber qual era a tendência na comissão especial? Vita - Realmente, isto é verdade. O governo, como respeita o Poder Legislativo, sem nele querer interferir, não se deu ao trabalho de cabalar votos. Pergunta - O sr., como líder do governo na Câmara, não conversou nos últimos dias com o prefeito Celso Pitta (PTN) e Meinberg? Vita - Não tenho tido tempo de frequentar o Palácio das Indústrias. Com o prefeito, raramente falo. Geralmente, falo com o Meinberg. Mas poucas vezes. Sou como um técnico de futebol: a diretoria, leia-se governo municipal, deve pôr o time em campo, para que eu possa, como técnico, administrar a tática, já que a estratégia não é minha, é do governo. Pergunta - O sr. reuniu-se hoje com o prefeito? Vita - Não. Pergunta - Os vereadores Wadih Mutran (PPB) e Natalício Bezera (PTB) não estiveram reunidos hoje com o prefeito, no Palácio das Indústrias? Vita - Não tenho informações. Pergunta - O sr. não vai se reunir ainda hoje com o prefeito? Vita - Sem dúvida, que sim. Pergunta - Qual estratégia vai sugerir? Vita - Ainda não sei.


