Brasília, 19 (AE) - O relator da proposta de reforma tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI), poderá aceitar a inclusão do imposto seletivo sobre combustíveis no relatório oficial. O deputado Eliseu Resende (PFL-MG), um entusiasta do imposto seletivo para os combustíveis, afirma que está quase convencendo o relator de que há uma maneira de evitar a cumulatividade desse imposto e facilitar a arrecadação, além de garantir os recursos da conta petróleo. "Estamos avançando", afirmou Resende. A última versão da proposta do deputado mineiro prevê que o imposto seletivo só incidirá sobre os combustíveis automotivos: gasolina, diesel e álcool. A tributação desses combustíveis representa 94% da arrecadação. Com isso, ficaria fora do seletivo o óleo combustível usado pelas indústrias, evitando-se que o imposto contamine o preço ao longo de toda a cadeia produtiva. No caso dos combustíveis automotivos, a cumulatividade não existiria porque a cobrança do imposto seria feita uma única vez, apenas nas refinarias, com base na estimativa do preço pago pelo consumidor. Resende se reunirá com Demes na terça-feira (24), quando eles poderão chegar a um acordo sobre o imposto seletivo.

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