Relator da CPI vai pedir prorrogação de prazo de funcionamento
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quinta-feira, 03 de fevereiro de 2000
Por Sônia Cristina Silva 
Brasília, 03 (AE) - A CPI dos Medicamentos está recolhendo informações, ainda não tem provas de superfaturamento de matérias-primas por laboratórios ou de abusos de preços dos remédios, mas já pensa em prolongar suas atividades. O relator Ney Lopes (PFL-RN) anunciou que pedirá a prorrogação do prazo de funcionamento da CPI, que a princípio termina em março. "Há muito o que se fazer", justificou.
A comissão poderá quebrar sigilos fiscais de indústrias e chamar seus presidentes para explicarem reajustes.Hoje o deputado Gerado Magela (PT-DF) disse que pretende apresentar um requerimento convocando os presidentes das indústrias de medicamentos que mais reajustaram seus preços desde o início do Plano Real.
O relator da comissão acha que a medida só deve ser adotada quando for quebrado o sigilo fiscal. "Temos que ter argumento para arguir os representantes dos laboratórios", justificou Ney Lopes. Ele espera receber da Receita Federal informações sobre a importação de insumos para fabricação de remédios no Brasil, uma vez que as informações dão conta de preços muito diversos para o mesmo tipo de matéria-prima.
Outra possibilidade é chamar para a CPI os representantes dos 21 laboratórios, que teriam reunido seus gerentes para a agir em conjunto contra a introdução no mercado de medicamentos genéricos. Hoje o presidente da Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma), José Bandeira de Mello, disse que a associação não envolvimento na organização do encontro.


