Brasília, 21 (AE) - O relator da comissão que está analisando a rolagem da dívida do município de São Paulo, senador Romero Jucá (PSDB-RR), disse há que pelo menos metade dos R$ 10 bilhões autorizados inicialmente pelo Ministério da Fazenda tem condições de ser rolada em 30 anos. Os demais R$ 5 bilhões dependeriam, segundo ele, de uma análise sobre os critérios de atualização monetária dos períodos dos planos econômicos. Jucá informou que, do total de R$ 10 bilhões, R$ 2 bilhões referem-se a operações de antecipação de receita orçamentária (AROs) que não estão sendo contestadas. Os demais R$ 8 bilhões referem-se ao pagamento de precatórios. O senador disse que possui uma série de pareceres técnicos que avaliam que poderão ser rolados em 30 anos desde de 22% da dívida, no caso mais pessimista, a 100%, no mais otimista. Jucá trabalha com o princípio de que o limite de emissão de precatórios de um ano possa ser transferido para o ano seguinte. Com isso, a hipótese mais pessimista - pela qual só 22% da dívida seriam renegociados em 30 anos - estaria eliminada. Com essa tese, também, o valor mínimo dos precatórios que estariam com emissão regulares passaria para 38%. Ele deixou claro que não irá analisar a forma como o dinheiro foi gasto, mas apenas a emissão do título. Jucá afirmou ainda que as denúncias feitas pela primeira-dama da cidade de São Paulo, Nicéa Pitta, ex-mulher do prefeito Celso Pitta (PTN), não irão afetar o relatório. Jucá entende que uma eventual restrição à rolagem da dívida acarretaria punição à população de São Paulo e não a Celso Pitta.

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