Brasília, 01 (AE) - O deputado Pauderney Avelino (PFL-AM), relator da matéria sobre a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), disse não acreditar que o PMDB venha a boicotar a votação da emenda, prevista para quinta-feira (04), em função de divergências no governo sobre a aprovação do denominado imposto verde. "O PMDB é um partido formado por pessoas pragmáticas e competentes politicamente, tanto que passaram de terceira bancada na Câmara para a segunda, para efeito de composição das comissões", comentou o deputado. Avelino, no entanto, observou que, no dia da instalação da comissão especial que analisa a prorrogação da CPMF, durante a convocação extraordinária de fevereiro, havia apenas um representante do PMDB. "Isto não aconteceu por acaso", comentou. A Secretaria da Receita Federal enviou na sexta-feira (26) a Avelino uma nota sobre a fiscalização do tributo. Segundo a nota, atualmente, a Receita está investigando seis pessoas jurídicas, sendo cinco não-financeiras e uma equiparada a financeira. A fiscalização da CPMF resultou no lançamento de crédito tributários de R$ 1.815.370,00. A nota lembra, no entanto, que as informações enviadas pelas instituições financeiras só podem ser usadas para fiscalizar a CPMF. Elas não poderão ser usadas para a cobrança de outros impostos , mesmo que a irregularidade seja detectada pela Receita com base nestas informações.

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