Brasília, 01 (AE) - O governo, mais uma vez, conseguiu impedir que o deputado Alberto Fraga (PMDB-DF) apresentasse seu relatório sobre a proibição da venda de armas na Comissão de Defesa e Segurança Nacional. Depois de uma reunião na liderança do governo na Câmara, o ministro da Justiça, José Carlos Dias, conseguiu convencer Fraga a rediscutir a proposta.
Quatro pontos na proposta original do governo foram modificados pelo Ministério da Justiça e aceitas pelo relator. O governo quer liberar o porte e venda de armas para colecionadores, desde que não sejam de calibre proibido ou de uso restrito das Forças Armadas. Além disso, poderão andar armados - desde que com porte - pessoas que necessitem de armas para defesa em local ermo, como na floresta.
O governo e o relator mantiveram o uso de armas para as Forças Armadas, Policias Civil, Militar e Federal, e também para as empresas de segurança. "Tivemos um avanço e só falta definir a questão da proibição da venda das armas", afirmou Fraga.
É justamente neste ponto que o governo pretende arrumar uma alternativa para agradar a maioria dos parlamentares na Câmara, favoráveis à manutenção da venda de armas. Até mesmo o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) fez um projeto parecido com o do governo para evitar que a proposta original fosse rejeitada.
"Várias de nossas sugestões foram bem aceitas pelos deputados que participaram da reunião e voltaremos a discutir a questão da proibição", disse José Carlos Dias. Segundo ele, o ministério da Justiça vai rediscutir, agora possivelmente com um grupo de juristas, a melhor maneira e reencaminhar o projeto.
Na reunião hoje na manhã na Câmara, Dias conseguiu reunir quase todos os líderes dos partidos que apóiam o governo na Casa. Entretanto, o relator do projeto manteve sua intenção de não aceitar colocar no relatório a proibição da venda de armas. Entretanto, recuou da decisão de apresentar seu substitutivo na Comissão de Defesa e segurança Nacional. Caso fizesse isso e fosse aprovada, a proposta iria direto para plenário, já que seu caráter é terminativo.

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