Rio, 09 (AE) - As relações entre os grupos liderados pelo governador do Espírito Santo, José Ignácio Ferreira (PSDB), e, de outro lado, pelo prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), e senador Paulo Hartung (PSDB-ES) dentro do partido no Estado se deterioraram de vez na convenção que lançou o atual governador como candidato ao governo, em detrimento do popular Hartung.
O senador, ex-prefeito de Vitória, apesar dos altos índices de aprovação da gestão, nunca teve o controle da máquina do partido, assim como o principal aliado e sucessor dele, Lucas. Ele não apenas perdeu a indicação para o governo, como ainda teve de amargar o apoio dado por Ferreira à reeleição do então senador Élcio álvares (PFL). Era difícil para o eleitor do Espírito Santo entender como o candidato do PSDB ao governo aparecia no palanque ao lado de álvares, enquanto, do outro lado da cidade, Hartung apresentava-se como o nome tucano para o Senado.
O gostinho de vingança para Hartung veio na expressiva votação: 68% dos votos, enquanto Ferreira elegeu-se com 61% e álvares ficou de fora. Como nada em política é simples, se a aliança PSDB-PFL fez o governador, foi uma esquisita composição da esquerda com o PTB do interior do Estado que permitiu a Hartung disparar à frente de álvares.
Depois da eleição, os dois juraram que a rivalidade era coisa do passado e, se não trocaram juras de amor, deram a entender que o interesse público estava acima das querelas partidárias. Pelo visto, não é bem assim.

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