Relações devem resistir às primeiras rusgas
Londrina - Apesar do índice de divórcios ter caído no Paraná, a psicóloga Lídia Weber, pós-doutora em Desenvolvimento Familiar, afirma que as relações afetivas estão seguindo a dinâmica das relações descartáveis do mundo moderno. "O contexto cultural atual busca o efêmero, o descartável, e as relações afetivas também estão assim impregnadas. No Brasil, o índice oficial de divórcios é cerca de 25%, enquanto em países de Primeiro Mundo ultrapassa 50%. Não é algo a comemorar. Relações interpessoais são difíceis e é preciso ter consciência desse fato para não desistir à primeira rusga", avalia Lídia, que é professora Sênior do Mestrado e Doutorado em Educação na Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A psicóloga cita diversas pesquisas internacionais que estudaram as consequências do divórcio no desenvolvimento dos filhos para fazer um alerta aos casais que passam por momentos turbulentos: não se separem "à toa". "As consequências do divórcio para os filhos não são sempre benignas e, portanto, um casal que tem filhos deve, sim, pensar dez vezes antes de terminar um relacionamento por razões fúteis", salienta.
Um recente estudo americano, com duração de 12 anos, apontou que quando existia um conflito extremo antes do divórcio, as consequências para os filhos foram positivas, ao contrário das separações ocorridas após baixo conflito conjugal. "É preciso deixar claro que não é necessariamente o divórcio que faz a criança sofrer, mas as crianças sofrem se existe conflito pós-divórcio. Pelo menos um terço de crianças de pais divorciados estão no meio de brigas. Recentemente aprovada, a Lei da Alienação Parental vem para afirmar que não existe separação de filhos, eles são para sempre", afirma Lídia Weber. (D.P.)





