Nova York, 15 (AE-ANSA) - Os Estados Unidos mantêm os olhos grudados na relação entre o presidente Bill Clinton e de sua mulher Hillary, que parece se deteriorar dia após dia e que, segundo rumores difundidos hoje (15), inclui um ataque violento da primeira- dama.
No domingo, o casal Clinton foi à igreja de braços dados para escutar um sermão sobre o verdadeiro amor, mas em torno dele crescem os indícios de uma ruptura.
Um desses indícios constitui a interrupção das férias em Utah. O segundo, a ausência de Hillary na viagem do marido à América Central. O terceiro, uma nova ausência da primeira-dama na chegada do presidente a Hope (Arkansas), onde nasceu, para um ato em um museu dedicado à infância do presidente.
Somando-se a isso, Matt Drudge, editor do "ciber-boletim" Drudgereport, publicou hoje na Internet a "versão verdadeira" da suposta briga que teria levado os Clinton a cancelar sua férias na neve.
O relato de Drudge é rico em detalhes. "Hillary explodiu depois de ver a gravação da entrevista para a NBC de Juanita Broaddrick", a mulher do Arkansas que acusou Clinton de ter abusado sexualmente dela em 1978. "(Hillary) viu a fita à noite, quando Bill e Chelsea já tinham ido dormir. Ficou tão furiosa que entrou no quarto de Bill, tomou uma luminária antiga e a jogou sobre o marido dormindo", segundo o relato.
Neste momento, supostamente, começou a briga. Chelsea teria escutado tudo e mais tarde também teria brigado com o pai: "Seria melhor se você não estivesse aqui".
As férias na neve terminaram bruscamente. Chelsea voltou a seus estudos em Stanford (Califórnia), e dentro de alguns dia irá à áfrica com sua mãe.
Bill Clinton não as acompanhará, confirmou a Casa Branca, que construiu uma parede para evitar os rumores, tão fortes que já passaram da imprensa chamada "popular" para o The New York Times.
Os porta-vozes do governo atribuem as histórias à uma "conspiração" do império de mídia de Rupert Murdoch, e disse que os primeiros rumores sobre os problemas do casal surgiram na Fox TV, no The New York Post e no The Times, de Londres, todos de propriedade do magnata australiano.

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