As relações corporais, afetivas e simbólicas ''que se estabelecem entre o bebê e sua mãe, ou substituto, nos primeiros anos de vida'' são as bases da saúde mental. ''Essas relações promovem a inserção do ser humano na cultura e controem sua subjetividade, eixo organizador do desenvolvimento em todas as suas vertentes'', ressalta a psicanalista Vera Dolenz, do Espaço Escuta.
Mas, nem sempre a infância é valorizada como uma fase importante para o desenvolvimento mental, que começa com a mulher e o desejo de ser mãe, e segue com um ambiente favorável para isso. ''É importante que a criança encontre um lugar no desejo da mãe, que a possibilite inconscientemente a fazer investimentos afetivos. Ela tem que estar disponível para essa relação'', diz Vera.
E, se a idéia é quanto mais cedo melhor, detectar os indicadores de risco para a doença mental também passa por avaliar e tratar os pais. Essa também é uma parte importante para evitar o agravamento do problema na criança, seja mental ou físico, pois os pais sofrem com a ''morte'' da criança idealizada, e precisam ''resgatar'' aquele filho que tem um problema.
Quando se acolhe os pais, dizem as psicanalistas, eles conseguem elaborar melhor o que está acontecendo e passam a lidar melhor com o filho. Os atendimentos podem ser individuais ou com grupos de pais e avós. (C.P.)

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