Curitiba- Embora aprovado pela Anvisa, o metacrilato já motivou polêmica entre pacientes e entidades que defendem os direitos dos portadores do vírus HIV, que alegavam haver rejeição à substância. ''Falou-se mal do produto, no passado, quando as rejeições tinham como causa erro de técnica'', esclarece o consultor Márcio Serra. Ele afirma que relatos de infecções e contaminação do produto em tratamentos ocorreram antes da autorização pela Anvisa.
De acordo com Serra, um dos erros médicos seria aplicar superficialmente o preenchedor, provocando necrose da pele e volume além do necessário. ''Outro erro é injetar o metacrilato num vaso e em regiões não recomendadas, como a asa do nariz, glabela (na testa) e dentro do músculo'', completa Serra, dizendo que em alguns casos não se pode reverter a rejeição.
Quando os anti-retrovirais começaram a ser utilizados no Brasil não se sabia que provocariam efeitos colaterais, comenta Serra.''Como foi o próprio Governo que disponiblizou os medicamentos, ele se sente na obrigação, ou pressionado pela sociedade civil, a oferecer o serviço de correção para os pacientes soropositivos e reduzir os danos para este público'', diz.(F.G.)

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