Reitoria negocia fim de ocupações
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terça-feira, 08 de novembro de 2016
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Os professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) devem retomar as atividades nesta terça (8). No entanto, até o início da noite de segunda (7), o Centro de Educação, Comunicação e Artes (Ceca), a Rádio UEL FM e a reitoria permaneciam ocupados pelos universitários. Os alunos protestam contra a PEC 55, que limita investimentos do governo federal; contra a MP 746, que estabelece a reforma no ensino médio; pedem a permanência das cotas raciais e sociais; a correção de valores repassados pelo Estado e a ampliação da moradia estudantil. Os servidores técnico-administrativos já retornaram aos trabalhos nesta segunda.
Nas redes sociais, o comando de greve estudantil destacou que os alunos "não podem sofrer prejuízo de falta ou nota em qualquer atividade ou aula não amparado pela Comissão de Ética". O comando de greve sugeriu ainda que seja feito um "boicote" em caso de possíveis convocações para atividades obrigatórias.
Na tarde desta segunda-feira, a reitoria da UEL encaminhou uma resposta ao movimento estudantil sobre as reivindicações feitas durante o protesto. De acordo com o vice-reitor Ludoviko dos Santos, a universidade já havia se posicionado contra a PEC 55 e a MP 746. O posicionamento foi registrado em um documento expedido pela Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem).
Em relação à ampliação da moradia estudantil, a UEL continua em busca de recursos. "Hoje são 82 vagas. Os estudantes reclamaram dos móveis e dos computadores. Temos aprovada uma emenda parlamentar de R$ 300 mil que poderiam ser utilizados na compra desses itens", explicou o vice-reitor. Segundo ele, a continuidade do sistema de cotas está garantida, já que a administração é favorável ao sistema. O posicionamento dos estudantes deve ser informado à reitoria nesta terça-feira.


