Reitoria da UEM vai tentar mitigar efeitos da medida
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Aline Machado Parodi <br>Reportagem Local 
O projeto de lei que extingue 40% dos cargos comissionados nas universidades estaduais surpreendeu o reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Mauro Baesso. "Não tem como continuar neste mecanismo de administração das universidades, com decisões de cima para baixo", afirmou.
O corte na universidade será de 104 cargos. Uma das preocupações de Baesso é com o Hospital Universitário. Segundo ele, a lei prevê apenas a vaga de superintendente do HU. "Quando se faz esse tipo de ação tem que ser baseada em critério e não fomos ouvidos. Como um hospital vai funcionar só com superintendente?", questionou.
A UEM trabalha com deficit de funcionários. A prefeitura do campus, por exemplo, conta com apenas dois engenheiros para atender seis campi. O departamento de contas precisaria de dois ou três advogados, mas atualmente não tem nenhum. "Temos em torno de 250 vagas aguardando nomeação", ressaltou Baesso.
A reitoria pretende recorrer aos professores dos departamentos para "tentar mitigar os efeitos dos cortes". "Vamos sentar para analisar como proceder, mas a nossa prioridade será socorrer o hospital com cargos de ensino. E devemos cortar serviços para a população", adiantou.
O próximo ano, na avaliação do reitor, será complicado. Além dos cortes, a UEM também enfrenta redução do repasse de verbas de custeio. "Pedimos ao governo a reconstituição do valor referente ao que foi praticado em 2015, sem a reposição da inflação. Mas isso não aconteceu", afirmou Baesso. Em 2015, o repasse para custeio foi de R$ 25,5 milhões. O valor deste ano é de R$ 17 milhões e a previsão para 2017 é de R$ 14 milhões. Segundo ele, a universidade vai fechar o ano com deficit superior a R$ 10 milhões. "Essas reduções do custeio vão sucateando a universidade", afirmou.


