Londrina - Os reitores das sete universidades estaduais do Paraná aguardam com ansiedade a liberação imediata das verbas de custeio do primeiro trimestre para o pagamento de despesas essenciais que possam garantir o mínimo de funcionamento dos setores administrativos das instituições. A promessa havia sido feita a eles pelo governador Beto Richa (PSDB) em reunião realizada na última terça-feira, no Palácio Iguaçu, em Curitiba, que também contou com a participação dos secretários da Casa Civil, Fazenda (Sefa) e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
O secretário da Seti, João Carlos Gomes, se reuniria na noite de ontem com o secretário da Sefa, Mauro Ricardo Costa, para definir o orçamento e a liberação do custeio de cada universidade.
No caso da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a reitora Berenice Jordão informou que a planilha de despesas enviada à Seti calculou em R$ 2 milhões o valor do repasse necessário, do total de R$ 29,3 milhões de custeio que a UEL tem previsto na lei orçamentária deste ano. Os recursos serão empregados para a quitação de contas atrasadas de água, luz, telefone e internet, a compra de materiais de reposição e manutenção predial, contratos de prestação de serviços e, principalmente, o pagamento dos cerca de 1,1 mil estagiários, menores aprendizes e bolsistas.
O secretário da Seti, João Carlos Gomes, disse ontem à FOLHA que a liberação orçamentária ocorrerá até o próximo domingo, com previsão de que as verbas sejam empenhadas em seguida. Ele só não garantiu que a liberação total dos recursos ocorrerá de forma imediata. "Se for possível, atenderemos às planilhas das universidades em 100%. Se não der, vamos contatar os reitores. A ideia é que até 1º de março seja liberado o orçamento. Estamos antecipando o processo, que geralmente ocorre em abril, para que em seguida se faça o empenho das verbas. As universidades inseriram sua previsão orçamentária em nosso sistema e serão feitas as liberações mediante as necessidades de cada uma", afirmou.
O secretário também assegurou que dará vazão aos processos referentes à contratação de professores e agentes universitários já finalizados na Seti, mas que aguardam encaminhamento para as secretarias da Fazenda, Administração e Casa Civil para nomeação. Estão nessa situação 33 concursados da UEL, sendo quatro docentes e 29 agentes universitários. O número está longe de suprir a demanda da universidade. Segundo a reitora Berenice Jordão, há cerca de 480 vagas abertas por aposentadorias, mortes e exonerações aguardando reposições. Estão em andamento 213 concursos em diferentes etapas processuais no Governo Estadual à espera de nomeações.
A "boa notícia" de ontem foi o pagamento da segunda parcela anual do Pasep, fundo dos servidores públicos, no valor de R$ 466 mil. O problema é que vai faltar dinheiro para o pagamento do fundo ao longo do ano, já que a primeira parcela ficou em R$ 900 mil e o Governo Estadual liberou apenas R$ 2,8 milhões à UEL para as despesas do Pasep. Ou seja, o trimestre nem acabou e a reserva é de apenas R$ 1,434 milhão.

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