Londrina - A reitora da UEL, Berenice Quinzani Jordão, reconhece como justa a mobilização dos professores e funcionários da universidade. No entanto, a reitora solicitou aos líderes dos movimentos que não interrompam os serviços essenciais à população para evitar prejuízos ainda maiores. "O movimento é justo e é uma forma de demonstrar a preocupação com as medidas apresentadas pelo governo", afirmou.
Na tarde de ontem, a reitora viajou a Curitiba, onde acompanhará a discussão do pacote de medidas encaminhado pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa. Entre os itens que preocupam os reitores das universidades estaduais está o debate sobre a autonomia das instituições. "O governador, durante campanha, ressaltou o compromisso com a autonomia e com a discussão compartilhada. Esperamos que ele cumpra essa promessa", destacou Berenice.
Para os representantes das universidades, a proposta em tramitação é contraditória, já que institui uma comissão para propor leis específicas que assegurem a autonomia universitária e, ao mesmo tempo, inclui as folhas de pagamento das universidades no chamado Meta 4, base de dados que engessaria a gestão financeira.
"É um sistema de controle desnecessário, já que o governo recebe relatórios mensais com todas as informações de cada instituição", argumentou a reitora. As aulas na universidade estão programadas para começar no dia 19 de fevereiro, mesma data em que os professores da UEL realizariam a Semana Pedagógica.

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