No final de julho, a reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Nádina Aparecida Moreno, declarou em reunião do Conselho Universitário, que defende a manutenção do sistema de cotas por mais cinco anos. ''Gostaríamos que todos os estudantes chegassem aos nossos vestibulares em iguais condições de preparo e competição, mas isto infelizmente ainda não é possível em nosso País. Por isto, nossa administração defende a prorrogação do sistema de cotas por mais cinco anos. Ao fim deste ciclo de 12 anos, teremos melhores condições de avaliação do sistema, dos pontos de vista quantitativo e qualitativo'', comentou.
A reitora ressaltou aos conselheiros que o sistema de cotas será inserido na tradição de políticas e ações que a UEL tem desenvolvido ao longo dos 40 anos de sua existência, citando como exemplos a moradia estudantil, a oferta de bolsas para alunos de baixa renda, e o curso pré-vestibular gratuito.
A vice-reitora, Berenice Quinzani Jordão, também falou durante a reunião do Conselho Universitário em defesa da necessidade de prorrogação do sistema de cotas. ''A UEL foi pioneira na implantação do sistema de cotas no Paraná e no Brasil, e os resultados dele tem sido bastante positivos. Paralelamente, nossa Universidade também tem tido a coragem de debater e implementar outras ações e políticas inovadoras e inclusivas que respondam às demandas da sociedade. Este é um dos papéis de uma instituição pública preocupada em interferir nos rumos da sociedade e do país. A UEL está fazendo a sua parte'', afirmou Berenice Jordão.
Ontem, a FOLHA tentou falar com a reitora mas não obteve retorno.

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