Reitora da UEL tenta evitar paralisação no HC e HU
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segunda-feira, 10 de maio de 2004
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
A reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Lygia Pupatto, fez um apelo ao Sindicato da Saúde de Londrina (Sinsaúde) para que as atividades do Hospital de Clínicas (HC) e do Hospital Universitário (HU) não sejam paralisadas amanhã, dia de protesto dos professores e funcionários da instituição. A alegação é que pelo menos 300 pacientes com consulta agendada no HC serão prejudicados e que a paralisação causará ''grandes transtornos'' à população. O ofício da reitora foi encaminhado ontem à diretoria do Sinsaúde, depois que o sindicato comunicou que vai participar da paralisação.
A participação dos cerca de 1,5 mil funcionários do HU e do HC foi definida no última sexta-feira, durante a segunda chamada da assembléia deliberativa da categoria. Na primeira chamada, no dia anterior, apenas 100 funcionários participaram da reunião. A segunda chamada contou com a participação de cerca de 150 funcionários. Docentes e funcionários da UEL decidiram pela paralisação de um dia para tentar retomar as negociações com o governo estadual. A categoria reivindica reposição salarial de 62% (referente ao período de 1997 a 2003), aprovação do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) dos técnico-administrativos e suspensão da reforma universitária.
Ontem, a presidente do Sinsaúde, Ana Maria da Cruz, disse que a paralisação foi decidida em assembléia ''amplamente divulgada e dentro dos parâmetros legais'', por isso não há como questioná-la. ''Recebi o ofício da reitora solicitando que o sindicato reveja a questão das consultas marcadas no HC, mas a paralisação não foi uma decisão do sindicato, mas uma decisão de assembléia'', reiterou.
Segundo Ana Maria, o orientação do Sinsaúde é que os pacientes que procurarem o HC sejam informados para voltar na semana seguinte, no mesmo horário marcado. Segundo ela, o Sinsaúde também está informando secretarias de Saúde da região para que não encaminhem ambulâncias para Londrina. ''A gente sabe que a população é prejudicada em uma paralisação em hospitais, mas infelizmente o governo estadual não se preocupa com isso, em como o servidor presta atendimento à comunidade'', disse.


