Reitora confirma início das aulas, mas UEL segue em 'alerta'
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 19 de março de 2018
Rafael Fantin <br> Editor online 

A reitora da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Berenice Jordão, confirmou o início do ano letivo para esta terça-feira (20) após reunião do
(Cepe) Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, que aprovou por 19 votos favoráveis e seis contra, o começo do calendário 2018 e a realização de uma nova reunião até a primeira semana de julho, caso o governo estadual não conceda adicionais equivalente a mais 4.500 horas para contratação de docentes temporários para o segundo semestre.
A autorização na última sexta-feira liberava a contratação de professores temporários para suprir 2,3 mil horas, enquanto a UEL necessitava de pelo menos 4 mil horas para suprir o primeiro semestre, o que será garantido em novo decreto após mobilização da universidade, que suspendeu o começo do calendário 2018, programado para esta segunda-feira (19).
"Seria um prejuízo grande aos alunos. Um início de ano letivo atrasado por uma decisão, obrigada a ser tomada por causa de uma postura do governo estadual de não autorizar algo, que ele já tinha conhecimento desde o ano passado", afirmou Jordão.
Após a confirmação do novo decreto, a reitora ressaltou que a UEL agiu "rapidamente" para garantir o começo do ano letivo nesta terça-feira. Mas, ela declarou que a universidade segue em "estado de alerta". "Vamos voltar, mas muito atentos, em alerta, para que a carga horária da UEL ao longo de 2018 venha a ser autorizada", avisou.
Jordão ainda lembrou da articulação da UEL para que a carga horária fosse revista neste início de ano e o prazo limite para que um novo decreto possa garantir as aulas do segundo semestre. "Este é o prazo máximo (primeira semana de julho). Logicamente, não há necessidade do governo utilizar-se deste prazo máximo. Ele tem todos os dados em mãos, hoje, para deliberar sobre o número de horas contratuais e sabe muito bem que uma universidade da importância da UEL não pode receber o tratamento de cortes que vem recebendo." Caso a contratações não sejam autorizadas, o Cepe pode suspender o reinício do ano letivo para o segundo semestre.
A reitora ainda defendeu as nomeações de professores efetivos, considerado ideal para qualificação dos alunos. "Professores temporários são situações que não se adequam as características da universidade para a formação de pessoas por meio do ensino, da pesquisa e extensão", analisou. (Com informações do repórter Vitor Ogawa)


