A UFPR tem um déficit de 500 professores e pelo menos 500 técnicos, informou o pró-reitor de Graduação da instituição, Valdo Cavallet. Para os estudantes, isso mostra que a UFPR não tem condições de abrigar novos estudantes. ''Somos contra o Provar do modo como o projeto prevê. A ocupação destas vagas ociosas tem que ser vinculada a melhorias dos cursos e da assistência estudantil'', afirmou o coordenador geral do DCE, Rogério Miranda Gomes. Os técnicos também são contrários ao Provar.
O curso mais precário, segundo os estudantes, é Terapia Ocupacional. Criado a partir de 2001, só tem um professor titular. No curso de Psicologia, de acordo com Melissa Rodrigues de Almeida, do Centro Acadêmico de Psicologia, um dos maiores problemas é a falta de professores. ''Alunos do 5º ano estão fazendo atendimento clínico sem supervisão, o que é ilegal. O 3º ano corre o risco de perder o semestre porque não tem professor para três matérias obrigatórias. Com isso, eles só estão tendo aula na quarta-feira. O 2º ano também está sem aula em duas matérias porque não tem professor'', denuncia.
''Reconhecemos que há deficiências em determinados cursos, e talvez eles não possam ofertar todas as vagas ociosas que têm. Mas nós estamos em um momento histórico do Brasil e temos que dar o exemplo de que podemos fazer mais, mesmo com algumas dificuldades'', declarou o reitor da UFPR, Carlos Augusto Moreira Junior. O pró-reitor de Graduação da UFPR, Valdo Cavallet, a reitoria está solucionando alguns casos como falta de salas e até mesmo de professores. ''Temos convênio com a UEL e a Unioeste para troca de professores e projetos. Mas algumas vezes os problemas realmente são insolúveis e nesses casos não devem ser ofertadas vagas'', relatou. (Maigue Gueths e Rosana Félix)

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