Reitor encaminha processo e se defende de acusações
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quarta-feira, 28 de maio de 2008
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Londrina- O reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Wilmar Marçal, encaminhou ontem à Câmara de Legislação e Recursos do Conselho Universitário (CU) o processo que questiona a administração. O documento, protocolado por entidades representantes dos professores, funcionários e alunos no dia 20 de maio, foi entregue ao presidente Mário Mantovani. O prazo para análise e decisão sobre abertura de sindicância é de pelo menos 10 dias.
As denúncias foram apresentadas pelo Sindicato do Servidor Público Técnico Administrativo da UEL (Assuel), Associação dos Docentes da UEL (Aduel) e Diretório Central dos Estudantes (DCE). O documento lista sete supostas irregularidades: nomeção irregular do presidente da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UEL, do procurador jurídico e da diretoria de projetos, obras e manutenção, aumento ilegal dos valores dos cargos comissionados, pagamento ilegal de gratificação do Tempo Integral de Dedicação Exclusiva (Tide), promessa indevida de emprego público e omissão em dever de ofício de defesa da universidade em processo judicial.
Ao documento, foram anexados dois novos processos protocolados pelas entidades, esta semana, que solicitam agilidade na entrega ao C.U. A princípio, a Câmara de Legislação e Recursos receberia o documento hoje, quando se reúne o C.U.. Na segunda-feira, a representação com sete denúncias de supostas irregularidades na universidade foi protocolado junto ao Ministério Público.
De acordo com Wilmar Marçal, as entidades agiram motivadas pela intenção de atingi-lo pessoalmente. ''Mas a maior parte dessas questões passaram pelo Conselho de Administração. Eles não atingiram só o reitor, mas o vice, os pró-reitores, os diretores de centro. Enfim, a comunidade universitária como um todo foi atingida'', alegou. Outro ponto destacado pelo reitor é que as denúncias teriam sido aprovadas por cerca de 50 pessoas, num universo de 22 mil integrantes da comunidade universitária, entre professores, alunos e funcionários.
Marçal argumentou que as contratações dos titulares da Procuradoria Jurídica, da Diretoria de Projetos, Obras e Manutenção e da presidência da Fauel são legais por tratarem-se de cargos de confiança, cujas nomeações são prerrogativas do reitor. Quanto ao aumento dos comissionados, ele disse que os pagamentos com reajuste foram suspensos até que os cargos sejam regulamentados.
O reitor defende o pagamento de adicional por Tempo Integral de Dedicação Exclusiva (Tide) para duas advogadas de carreira porque, segundo ele, é mais barato do que pagar horas extras. Marçal admitiu que a reitoria não cumpriu o dever de defender a UEL em processo judicial, disse que um servidor da assessoria jurídica reconheceu a falha e que um procedimento administrativo vai avaliar o caso.
Quanto à promessa de emprego público a um jornalista que alega ter trabalhado em sua campanha, ele afirma: ''É um processo de foro íntimo que já está na Justiça''.


