Curitiba - O reitor Carlos Augusto Moreira Júnior da Universidade Federal do Paraná (UFPR) acredita que a decisão do Tribunal Regional Federal, em Porto Alegre, que na quarta-feira derrubou a última das três liminares que questionavam as cotas sociais e raciais no vestibular abre precedente para que a universidade tenha ganho de causa de todas as outras ações existentes na justiça sobre o assunto.
''O parecer do TRF dá ganho de causa à universidade dando autonomia para as cotas no processo seletivo'', afirmou. De acordo com a procuradora jurídica da UFPR, Dora Bertúlio, foram abertos 37 processos na Justiça Federal, sendo 31 de contestação do sistema de cotas e seis de alunos cotistas que, por falta de documentação ou análise da comissão, não conseguiram ser enquadrados nas duas classes.
Das 31 ações, três conseguiram liminar que determinava que a UFPR matriculasse os candidatos. Eles alegavam que teriam passado no vestibular se a universidade não tivesse adotado o sistema de cotas sociais e raciais. Os três estudantes, candidatos à vagas nos cursos de Medicina, Engenharia Química e Direito chegaram a fazer matrícula, mas as três liminares foram cassadas.
''A perspectiva que a universidade saia vencedora é quase total, em função do parecer do TRF'', avalia a procuradora. As outras 28 ações, segundo ela, ainda não foram julgadas, mas a expectativa é que tenham o mesmo resultado favorável à universidade.
Com 4.144 vagas ofertadas, e cotas de 20% de reserva para negros e alunos provenientes de escolas públicas, 1.292 vestibulandos foram aprovados pelo sistema de cotas, sendo 516 pelas cotas raciais e 776 pelas cotas sociais.

mockup