Cornélio Procópio - O reitor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Luiz Alberto Pilatti, determinou a demissão do ex-diretor-geral do campi de Cornélio Procópio, Devanil Antonio Francisco, e do ex-diretor de Planejamento e Administração, Sandro Rogério de Almeida. Na decisão, ele afirma acatar as conclusões da Comissão de Processo Administrativo Disciplinar que, após auditoria interna, apontou diversas irregularidades em licitações e prestações de serviço na instituição nos últimos três anos, somando aproximadamente R$ 2,7 milhões em desvios de verbas públicas.

Tanto Francisco como Almeida entraram com recursos contra a decisão, que devem ser julgados até o início de fevereiro pelo Conselho Universitário da UTFPR. Até lá, ambos permanecem como servidores da instituição. O conselho é formado por 51 membros, entre professores, servidores, alunos e representante da comunidade dos 13 campi da instituição.

O advogado de Devanil Francisco, Marcos Amin, alega que houve irregularidades no processo. "Todos os atos do professor Devanil que a comissão processante imputou como ilegais, todos os contratos administrativos por ele autorizados como diretor-geral, tiveram pareceres favoráveis por parte da Pró-Reitoria Jurídica e Pró-Reitoria de Planejamento e Administração da própria UTFPR", argumentou. Amin também ressalta que várias pessoas foram indiciadas pelos mesmos dispositivos legais, porém receberam apenas advertências. "Não houve um critério justo de julgamento da aplicação das penas." A defesa de Devanil Francisco estuda entrar com um mandado de segurança junto à Justiça Federal para garantir a manutenção dele na instituição.

O advogado de Almeida, Anderson Veloso, também questionou o processo. "Foi conduzido para a demissão de alguns servidores. Serão, inclusive, objeto de ações perante o Poder Judiciário".

DENÚNCIAS
Em setembro de 2015, a reitoria da UTFPR deu início a uma série de auditorias internas que confirmaram irregularidades em licitações e contratos que envolvem a manutenção de aparelhos de ar-condicionado e veículos, entre outros. Em seu julgamento, o reitor da UTFPR afirma também que "diante das irregularidades praticadas pelos servidores, seus atos devem ser objetos de apuração pelo Ministério Público Federal". O MPF de Londrina já investiga o caso.

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