Reitor da UFRJ descarta anulação de vestibular
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segunda-feira, 29 de outubro de 2001
Agência Estado<br> Do Rio de Janeiro 
Alheio à briga judicial pelo cancelamento das provas, o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), José Henrique Vilhena, garantiu ontem que o vestibular da instituição não será integralmente anulado, mesmo que esta seja a vontade do ministro da Educação, Paulo Renato Souza. ''Ele (Paulo Renato) não dá ordens. Numa democracia, as coisas são conversadas, analisadas e estudadas, não existe ordem'', disse Vilhena, que deverá se encontrar hoje com o ministro, em Brasília. ''Nossa posição é irredutível: o vestibular não será cancelado. Ele (Paulo Renato) não estava aqui, não viu a ação criminosa desses grupos extremamente violentos e antidemocráticos'', declarou o reitor, referindo-se aos incidentes de domingo, primeiro dia de prova do vestibular da UFRJ.
Vilhena, que se definiu como um ''defensor da democracia e dos interesses da família brasileira'', afirmou que a Polícia Federal já identificou responsáveis pela confusão e irá processá-los criminalmente. ''Nenhum dos candidatos sofreu agressão. A polícia cumpriu o seu papel'', disse o reitor. ''A realização das provas no domingo foi uma vitória incrível contra esses grupos violentos e corporativistas que tentam impedir o funcionamento de uma instituição pública.'' Segundo ele, o cancelamento de 14.520 provas no domingo terá um custo de R$ 250 mil para a universidade.
O Conselho de Ensino de Graduação (Ceg) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) informou que deverá considerar nulas todas as provas do vestibular. A decisão final sairá amanhã, durante reunião dos demais conselhos da universidade. Segundo o Regimento Geral da UFRJ e o edital do concurso, quem deve decidir sobre os aspectos envolvendo o vestibular é o Ceg, cujos conselheiros já sinalizaram que não concordam com a remarcação das provas de 14.520 candidatos que tiveram os exames de domingo desconsiderados. Eles defendem o adiamento total do vestibular para janeiro e fevereiro de 2002.


