O reitor da UFPR (Universidade Federal do Paraná), Carlos Roberto Antunes dos Santos, comparou a medida do MEC ao confisco da poupança feito pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello, ao assumir o cargo, em 1990. ‘‘O governo está sequestrando os recursos próprios da universidade. Isto me lembra o Collor, quando confiscou a poupança. Nossos recursos para a construção da Escola de Florestas, por exemplo, já estão bloqueados.’’ Segundo o reitor, o setor da UFPR mais prejudicado pela medida deverá ser o Hospital de Clínicas, que tem 600 leitos e realiza cerca de 2 mil atendimentos gratuitos por dia em Curitiba. O HC é o maior hospital do Paraná.
Santos disse que os insumos básicos para a manutenção do Hospital de Clínicas, como medicamentos e oxigênio, irão faltar, o que provocará a redução do atendimento. ‘‘Poderá haver gente morrendo na rua.’’ Para o reitor, ‘‘é um absurdo saúde e educação pagarem as contas criadas pela ousadia do capital especulativo’’. Ele disse ainda que o governo faria melhor se desse férias coletivas, como estão fazendo as montadoras. A previsão orçamentária da UFPR para este ano, incluindo salários, foi de R$ 280 milhões. Até o momento, foram pagos sete doze avos desse total, de acordo com Santos.

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