Reitor da UEM critica Meta 4 e diz que autorizou pagamento
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sexta-feira, 02 de fevereiro de 2018
Reportagem local 
O Governo do Paraná confirmou na tarde de quinta-feira (1º) o pagamento da folha das universidades estaduais que aderiram ao Meta 4. No entanto, a UEM (Universidade Estadual de Maringá) não enviou a autorização para adesão ao programa e os servidores não tiveram os salários depositados.
Com o impasse tembém em Londrina, os servidores da UEL chegaram a aprovar o início da greve na quinta, que foi suspensa horas depois com a confirmação dos pagamentos. Assim, servidores e professores da UEM podem optar pela paralisação.
Na manhã desta sexta-feira (2), o reitor da UEM, Mauro Baesso, convocou uma coletiva e enviou nota à imprensa. De acordo com ele, a reitoria enviou na tarde de quinta-feira ofício para a Caixa Econômica Federal autorizando o processamento do arquivo da Folha de pagamento. Ainda segundo Baesso, o texto do ofício foi integralmente aprovado pela assessoria jurídica e pela gerência da Caixa.
"Desta forma, não existe nenhum impedimento para que o Estado realize a transferência para a Caixa Econômica Federal dos recursos para o pagamento dos salários de janeiro de 2018. Ocorre que o Estado, para realizar a transferência de recursos, está coagindo o reitor assinar um ofício com um texto em que a Universidade Estadual de Maringá assume expressamente a obrigação de integrar o Sistema RH Meta 4", argumentou Baesso, por meio da nota. A principal crítica dos reitores é que o Meta 4 fere a autonomia das universidades.
Por meio da Agência Estadual de Notícias, o secretário de Administração e Previdência, Fernando Ghignone, afirmou nesta sexta-feira que o Governo do Estado não pode descumprir preceitos legais para liberar o pagamento dos salários de servidores da UEM.
De acordo com ele, o Estado fez todos os esforços para resolver a situação e aguarda a colaboração da reitoria da instituição. "Apelamos para o bom senso. Basta apenas um documento assinado e todos os servidores terão os salários depositados nas contas correntes", afirmou Ghignone.
O secretário ainda lembrou decisão do juiz da 3.ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, Jailton Juan Carlos Tontini, que manda a universidade disponibilizar os documentos necessários para o sistema único de recursos humanos do Estado, inclusive sob pena de multa ao reitor, para o pagamento dos salários.
Segundo Ghignone, o descumprimento da medida judicial é apenas um dos fatores que impossibilita o depósito dos salários de janeiro dos funcionários da UEM. Ele ressalta que também há decisão no mesmo sentido do TCE (Tribunal de Contas do Estado), além de outras normas legais que impõem condições ao Estado para a execução orçamentária.


