Londrina- O reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Wilmar Marçal, informou ontem que não assinará ordem de pagamento para a concessão de bolsa-moradia no valor de R$ 300,00 a estudantes carentes. A resolução foi aprovada na sexta-feira pelo Conselho Universitário (C.U).

A medida seria uma forma de estancar parte dos problemas que a universidade vem enfrentando com um grupo de alunos que resistem à desocupação de um hotel, no centro da cidade, alugado provisoriamente para abrigar estudantes carentes. ''Respeito a decisão do Conselho, mas não serei o ordenador de despesa porque considero o ato ilegal e político. Os conselheiros estão sendo levados por opiniões pessoais e não dos setores que representam'', argumentou.

A UEL gastaria R$ 6.300,00 com a concessão do benefício, que seria pago até abril do próximo ano, quando a instituição abriria novo processo de seleção de estudantes. A medida é alvo de representação administrativa pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público.

De acordo com o Ministério Público, a proposta do CU ''viola os princípios da legalidade, eficiência e economicidade''.

A reportagem não conseguiu contato com o vice-reitor e presidente do C.U, César Caggiano, até o fechamento da edição.

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