Nossa conversa desta vez é sobre um assunto muito comentado, muito teorizado, mas poucas vezes entendido. Fala-se demais sobre a importância do domínio da técnica como arma de sobrevivência neste competitivo mercado em que trafegamos. Sem dúvida! Sem dúvida? Será que a cada nova iniciativa, a cada novo desafio, temos que reinventar a roda? Será que nenhuma lição pode ser tirada ouvindo aqueles que fizeram do turismo a principal atividade de Foz do Iguaçu?
As entidades de classe que representam o segmento turístico da cidade, nasceram frutos da necessidade da troca de experiências, da discussão do destino comum, e não através de manuais que ‘‘ensinavam’’ aos hoteleiros, agentes de viagem, guias de turismo, empregados de hotéis, etc, como se comportar diante dos desafios e oportunidades da profissão.
Foram propostas e mantidas através dos anos, ancoradas na premissa da troca aberta de experiências e alimentadas, aí sim, por todo o amparo técnico que estivesse ao alcance delas. O próprio Conselho Municipal de Turismo, já era pensado, nos moldes em que está sendo proposto agora, em meados dos anos 60! E estes conceitos não são estáticos, e nem poderiam ser, devem acompanhar uma atividade em constante mutação e se adaptar a estas novas exigências.
O trabalho técnico de consolidar e sintetizar esta massa de informações, a experiência acumulada, e temperá-la com a observação isenta dos fatos, compará-la com outras visões, ousar experimentar, é uma grande contribuição ao desenvolvimento do setor, que ainda novo, carece um pouco de formato, mas daí a prescindir, ou ignorar a contribuição da experiência daqueles que consolidaram o turismo como nossa grande atividade econômica, nos parece uma arrogância imperdoável, e não irá escapar dos atentos olhos do mercado de hoje.
A N O T E A Í
qA escolha do Quati como o mascote de Foz do Iguaçu nos pareceu oportuna e óbvia. Afinal ignorar o fascínio que os ‘‘bichinhos’’ exercem nos turistas seria no mínimo miopia de marketing. No entanto, seria preciso consolidar logo esta escolha, tornando-a da cidade e não da atual administração, senão a cada quatro anos, teremos um novo mascote e uma grande confusão na cabeça do turista.
qA entrevista com o Secretário do Meio Ambiente, Ramiro Leite, neste final de semana, no Fórum do Turismo, foi um sucesso. Leite vem se constituindo em uma das gratas surpresas da administração Daijó, no tocante ao turismo.
qTurismo sim, pois a Rodovia das Cataratas é o nosso principal corredor turístico, e não pode ser negligenciada, enquanto se espera indefinidamente uma atitude do Governo Federal. O secretário tem provado que a falta de verba ainda pode ser compensada com boa vontade, criatividade e trabalho.
qO ITM já está aí. Depois de aparadas algumas arestas, esclarecidos alguns pontos, temos todas as entidades envolvidas e comprometidas com o sucesso do evento. A cidade não podia e não pode abrir mão do ITM. Não se consolida uma iniciativa destas em 3 ou 4 edições. É preciso insistir, errar se for preciso, mas não jogar a toalha, não pecar por omissão.
qAté quando vão continuar com esta exploração irresponsável da imagem da Ponte da Amizade, tornando-a palco de qualquer tipo de reivindicação, justa ou não, de qualquer tipo de pessoas, agremiações ou entidades? Será que estas pessoas não percebem o efeito nocivo que este tipo de atitude tem no brasileiro médio que assiste televisão e lê jornais?
qQuem gostaria de vir para Foz e ser impedido de visitar o Paraguai, por mais uma das intermináveis ‘‘manifestações’’, de quem julga suas razões superiores às de toda uma comunidade? Vamos nos respeitar, para sermos respeitados.

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