Em 6 de janeiro de 1996, cerca de 100 famílias de ex-posseiros da Gleba do Cedro invadiram a Reserva Barão de Antonina, dando início ao conflito com os índios. Até o dia 23 do mês passado, quando houve mais uma reintegração de posse da área, haviam sido registradas seis invasões.
A Justiça Federal expediu mandados de prisão contra Adenilson da Silva Cruz (que morreu), outros três posseiros e o vice-prefeito de São Jerônimo da Serra, Manoel Rocha Rodrigues, pela invasão e pela destruição de patrimônio da União. Para sexta-feira está marcada uma audiência na Justiça Federal em Londrina, entre Funai e representantes dos posseiros que reivindicam a área da Gleba do Cedro.
A área da reserva foi desapropriada em 1985. Dali foram retiradas várias famílias de posseiros e arrendatários. Muitas foram transferidas para a região de Tamarana. Em 1991, o presidente Fernando Collor assinou o decreto que demarcava a atual área da Barão de Antonina.
Argumentando que a desapropriação foi provocada por questões políticas e que as terras não seriam dos índios, mas dos posseiros, um grupo de 12 famílias insistia em ficar na área. No domingo, a Folha publicou uma reportagem especial sobre o conflito.

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