De acordo com Maurício José Sanchez, diretor do Creslon, existe um fator fundamental para se analisar a reincidência dos presos monitorados. Segundo ele, entre os detentos que passaram pelo tratamento penal do regime semiaberto no Creslon, o índice de reincidência é de 1,7%. Já entre os presos que ganharam a tornozeleira logo após deixarem as carceragens de delegacias, este percentual é mais de duas vezes maior, de 4,4%. "Aqui nós ficamos o tempo todo falando para ele não reincidir, disponibilizamos escola, cursos profissionalizantes, promovemos uma aproximação familiar. É diferente", compara.
Dos 821 presos monitorados atualmente na região, 290 passaram pelo Creslon e 530 saíram de comarcas judiciárias de cidades da região. Os números expõem a falta de vagas no regime semiaberto no Estado. "Há um plano de se aumentar as vagas no Creslon, mas com os resultados positivos obtidos pela tornozeleira há uma tendência do governo em investir mais na tecnologia, no aumento da equipe de monitoramento", expõe Sanchez.
No regime semiaberto, o detento passa o dia fora da unidade em trabalho ou estudo e só retorna para dormir. Já com a tornozeleira, ele não precisa se apresentar diariamente em uma unidade penal, mas tem que respeitar regras como não se ausentar de casa em horários preestabelecidos ou se evadir do perímetro acordado. Em caso de descumprimento ou de violação do equipamento, um alerta é encaminhado para a central de monitoramento. Se não cumprir as advertências passadas pelo celular, ele é considerado foragido.(C.F.)

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