Salvador, 25 (AE) - O reino do axé está em crise às vésperas do carnaval, depois que o prefeito da capital baiana Antonio Imbassahy (PFL) anunciou hoje pela manhã, que se recusa a entregar as chaves da cidade ao Rei Momo Édicles Calmon Brasil
na abertura da festa oficial da festa, quinta-feira. "Não vou entregar simbolicamente as chaves a um Rei Momo envolvido com estelionato", disse Imbassahy, afirmando que se não houver troca, só vai reconhecer como "autoridade momesca" a rainha do carnaval.
Brasil foi eleito pela segunda vez Rei Momo de Salvador este ano, em concurso feito pela Associação Baiana dos Clubes Carnavalescos.Mas envolveu-se com uma quadrilha de estelionatários e acabou indiciado em inquérito policial. A queixa do prefeito Imbassahy repercutiu imediatamente na entidade carnavalesca, que obrigou Brasil e renunciar hoje, colocando em seu lugar o segundo colocado na eleição, Jomar dos Santos.
Além do desabafo sobre o Rei Momo, o prefeito Imbassahy confirmou que o carnaval de Salvador será menor, com a proibição dos desfiles na quarta-feira, no circuito da Barra/Ondina, na orla maritima de Salvador. "A festa vai começar, tanto na orla como no centro, na quinta-feira, quando ocorrer o desfile de abertura da rainha do carnaval", informou. Segundo o prefeito, os desfiles foram cancelados na quarta-feira porque estavam causando muitos incovenientes aos moradores dos bairros da Barra e Ondina, onde as ruas são interditadas durante o carnaval.
Sobre a Quarta-feira de Cinzas, não há uma decisão formal. De acordo com a organização do carnaval, a programação oficial de desfiles vai até a noite de terça-feira, ficando as apresentações na madrugada e a manhã da Quarta-feira de Cinzas, dia considerado sagrado pela Igreja Católica, a critério dos blocos carnavalescos.

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