Para o major Souza Aguiar, oficial de comunicação social da 15º Brigada de Infantaria Motorizada (BIMtz) de Cascavel, os preceitos adotados pelo Exército caminham junto às normas da Constituição e, se um oficial se sente prejudicado de alguma forma, ele tem todo o direito de reclamar. ''O militar não precisa concordar com tudo. As regras do Exército permitem que ele procure a Justiça, mas para isso, ele deve apresentar justificativas e argumentá-las'', explicou.
O major ainda afirma que não existe nenhum movimento de contestação dentro do Exército, ''o que ocorrem são casos isolados, já que os militares são cidadãos e como cidadãos têm o direito de procurar a justiça para reverem seus direitos'', disse.
O advogado Carlos Alberto Tanuri Mendes, da APEB, disse que obteve um documento do Comando Militar do Sul estimulando os oficiais a persuadirem juízes federais, convidando-os para solenidades internas e congratulando-os com títulos como ''Amigo do Exército''. Para o major Aguiar, essa atitude é normal, já que é um hábito do Exército convidar autoridades locais para cerimônias oficiais. ''Assim como convidamos o prefeito, que representa o governo municipal, convidamos também os juízes, que nada mais são que os representantes da Justiça. Nada queremos dizer ou fazer com esse convite'', comentou o major.

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