O fato de o Paraná estar entre os estados com o maior número de registros não significa que esteja na liderança dos casos de violência, mas demonstra que é uma das unidades da federação na qual os conselhos tutelares são mais atuantes. ''Há no Paraná um reconhecimento pela sociedade do papel importante dos conselhos tutelares na defesa dos direitos da infância e juventude'', destacou o coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Crianças e Adolescentes, Olympio de Sá Sotto Maior Neto.
O procurador salientou que as estatísticas dessa natureza representam ''uma pequena parte do conjunto de violações que, efetivamente, ocorrem'', já que a maioria dos casos não é comunicada por acontecerem dentro de casa. ''É uma condição de vida extremamente grave quando o autor da ação é aquele que deveria garantindo proteção'', avaliou.
Sotto Maior Neto fez um apelo à sociedade para que comunique os casos de violência contra crianças e adolescentes, mesmo aqueles em que há apenas suspeita. Ele entende que só assim os órgãos competentes poderão fazer as intervenções necessárias.
A violência contra crianças e adolescentes será o tema de encontro que acontece amanhã e depois, em Curitiba.(A.L.)

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