Régis não descarta candidatura à Prefeitura
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domingo, 30 de maio de 1999
Por Fabiane Leite 
São Paulo, 31 (AE) - O vice-prefeito Régis de Oliveira (sem partido) disse hoje que pode se candidatar à Prefeitura de São Paulo. "Quem sabe? Pretensão a gente tem. Falta estrutura (financeira e partidária)", afirmou. Ele disse que está aberto a conversas com todos os partidos, inclusive o PFL, que já foi sua legenda. Oliveira foi exonerado pelo prefeito Celso Pitta (sem partido) do cargo de corregedor da administração na sexta-feira passada. Ele ocupava a função há dois meses. "Surpresa não foi, mas pelo menos o secretário de governo (Carlos Meinberg) poderia ter me ligado."
Oliveira afirmou, em resposta às declarações do secretário de Comunicação da Prefeitura, Antenor Braido, que não sabe em que momento foi "abusivo" em sua gestão na corregedoria. "Quanto à acusação de que fui personalista, imagino que diga a respeito ao fato de eu chamar a imprensa para acompanhar algumas blitzes." Ele disse que vê uma "epidemia" de corrupção na cidade, e que mantém sua opinião de que "São Paulo é a cidade mais corrupta do País."
Oliveira afirma ainda que, enquanto as investigações não forem concluídas, ninguém pode eximir Pitta ou seu antecessor, Paulo Maluf, de culpa pela corrupção.
Evitando fazer críticas diretas ao prefeito, Oliveira disse, com ironia, que não votaria novamente em Pitta se este for candidato à reeleição. "As pesquisas estão aí para responder", disse, referindo-se aos péssimos resultados que o prefeito tem obtido em avaliações da população. O vice-prefeito negou qualquer articulação para o impeachment de Pitta. "Nunca tive uma reunião com Antônio Carlos Magalhães (PFL) nem com vereadores." Ele disse ainda que vai continuar ajudando, como vice-prefeito, nas investigações da "máfia da propina" no que for possível. "Do cargo de vice ninguém me tira."


