Como órgão estadual, a 17ª Regional de Saúde é a responsável pela entrega do anti-retroviral enviado pelo Ministério da Saúde. Como parceira dos 20 municípios de sua área, divide a assistência ambulatorial, o fornecimento de medicamentos para doenças oportunistas e a viabilização de exames sorológicos. ‘‘Vamos entrar em contato com as entidades representativas dos soropositivos para saber quais as pessoas que têm mais urgência dos exames e acabar com essa defasagem a partir de março’’, justificou a diretora.
Em dezembro do ano passado, o Laboratório Central do Estado (Lacen) emprestou ao Hospital Universitário (HU) de Londrina o equipamento que faz os exames de CD4 e CD8 (que avaliam a condição imunológica do paciente) para toda a região. De acordo com o diretor-clínico do hospital, Sylvio Villari Filho, desde o dia 10 de janeiro já foram realizados 67 exames e a expectativa é que esse número fique entre 80 e 90 por mês. Para isso, o Lacen continuará enviando kits de acordo com a necessidade da instituição.
Rosilene Machado informa que as coordenadorias nacional e estaduais de combate à Aids reivindicam ao Ministério da Saúde parte da verba que compõe o Fundo de Ações Estratégicas de Alta Complexidade (FAEC).
Para exigir o atendimento completo aos portadores do HIV garantido por lei, a Alia impetrou ação judicial contra o Estado e o município há um ano e meio. Em 20 de dezembro do ano passado, o juiz da 4ª Vara Cível Jefferson Alberto Johnson, concedeu sentença favorável à associação. O prazo para recurso pelo Estado e Município se esgota no dia 15 de março. ‘‘Vamos colher subsídios com o secretário da Saúde para embasar nosso recurso que será levado ao Tribunal de Justiça’’, disse o assessor-jurídico da Prefeitura de Londrina, Carlos Alberto de Oliveira. (B.R.)

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