Regional de Londrina tem menor índice de imunização
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terça-feira, 20 de maio de 2014
Diego Prazeres<br>Reportagem Local 
Londrina - Se a dengue deixou o Município em estado de emergência, a gripe A também está "livre para atacar" em Londrina e região. Um mês depois de iniciada a campanha de vacinação contra a Influenza, os 21 municípios atendidos pela 17ª Regional de Saúde de Londrina detêm o menor índice de pessoas imunizadas entre todas as 22 regionais do Estado. De acordo com levantamento fornecido ontem pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), o índice de vacinação na regional londrinense está em apenas 73%, abaixo da meta de 80% traçada pelo Ministério da Saúde. Outras oito regionais também não atingiram esse patamar: são elas as de Cascavel (75%), Foz do Iguaçu (76%), Guarapuava (76%), Paranaguá (76%), Ponta Grossa (76%), Irati (77%), Toledo (77%) e União da Vitória (79%). Com 82% de sua população vacinada, o Paraná foi o primeiro Estado a cumprir a meta, segundo informou a Sesa, mas a campanha continua.
O grupo de risco com menor índice de imunização em todo o Estado é o de gestantes, com apenas 68% delas vacinadas. Em Londrina, o índice ainda é de 55%. "Das duas, uma: ou nós superestimamos o número de gestantes na cidade e há doses sobrando ou elas estão com medo de se vacinar temendo efeitos colaterais. É importante frisar que a vacina não oferece qualquer risco", avaliou a diretora da 17ª Regional de Londrina, Teresinha de Fátima Sanchez. O índice de crianças imunizadas na cidade também é baixo, 62%. Esse grupo compreende crianças com mais de 6 meses e menores de 5 anos, mas foi ampliado para menores de até 7 anos, o que aumenta a expectativa da Regional e da Secretaria Municipal de Saúde de que mais crianças sejam vacinadas. Mesmo entre os idosos com mais de 60 anos a procura ficou abaixo da meta em Londrina: 79%. No Paraná, o índice é de 87%.
Mas ainda que a adesão à vacina contra a gripe esteja aquém do esperado na cidade, as autoridades de saúde do Município admitem que não há muito a fazer para conscientizar os londrinenses inseridos no grupo de risco idosos, crianças, gestantes, puérperas (mulheres no período de 45 dias após o parto) e doentes crônicos. O foco da secretaria está no combate à dengue. "Infelizmente, não há muito o que fazer. Nossas ações agora vão se concentrar no combate à erradicação dos focos de infestação do mosquito da dengue. As vacinas para a gripe continuam à disposição nas unidades básicas de saúde e o atendimento para a população também. Quem acha que é importante se vacinar tem que procurar os postos. Vamos socorrer o que está pegando fogo no momento, que é a dengue", frisou a coordenadora de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Sônia Fernandes.
Para Terezinha Sanchez, justamente a alta incidência dos casos de dengue em Londrina e região é motivo mais do que suficiente para a população se vacinar. "Como estamos com a circulação do vírus tipo 4 da dengue, muitos sintomas de gripe e dengue são comuns. Se a pessoa se vacinou e continua apresentando os sintomas, pode estar com dengue. O pulo do gato é que o diagnóstico para dengue será mais rápido, mas acho que as pessoas não se atentaram para isso ainda", observou.


