Regional avalia projeto do LPM
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terça-feira, 05 de outubro de 2004
Silvana Leão<br>Reportagem Local 
A direção do Laboratório de Produção de Medicamentos (LPM) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) aguarda para esta semana a aprovação do projeto de reforma do prédio pela 17 Regional de Saúde. Com as mudanças o laboratório, que teve a área de produção interditada no mês de junho, deverá voltar a produzir remédios.
Serão investidos R$ 937 mil, com recursos do Ministério da Saúde e do Governo do Estado (20% do valor). O projeto, desenvolvido pela empresa Pharcons Consultoria e Engenharia Ltda, de Anápolis (GO), prevê que as obras sejam realizadas em três etapas, começando pelo prédio que abriga a produção e controle de qualidade e passando pelos demais setores. O último bloco a ser atingido pelas reformas será o da administração.
Atualmente, apenas o laboratório de desenvolvimento, onde estão são feitas as pesquisas por parte dos alunos, está em funcionamento. O setor de produção foi interditado por não estar atendendo à legislação que normatiza os laboratórios farmacêuticos no País. ''Este laboratório foi incorporado pela UEL em 1980, e de lá para cá foram feitas algumas adequações, mas sem obedecer a um projeto arquitetônico original. Agora foi feito um levantamento estrutural completo'', informa a diretora do laboratório, Audrey Garcia Lonni.
Ela informa que o laboratório possui equipamentos de última geração, mas falta espaços físicos adequados. ''O novo projeto prevê, inclusive, a criação de uma central analítica (que será a única do Paraná), que poderá prestar serviços para indústrias farmacêuticas, de cosméticos e farmácias de manipulação na área de controle de qualidade'', explica a diretora. De acordo com Audrey, assim que os recursos forem liberados e as reformas iniciadas, em 120 dias devem ser concluídas as obras na área de produção.
Até ser interditado, o laboratório da UEL que integra a Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (ALFOB) vinha produzindo 11 tipos de medicamentos, utilizados no Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o País. Após a reforma, a intenção é desenvolver novos produtos, para diminuir a concorrência com os chamados medicamentos ''de marca''.


