Londrina - Além da construção de presídios e da adoção das tornozeleiras de monitoramento, a Secretaria de Justiça vai investir em centros de reintegração social - unidades especializadas em receber condenados que obtiveram o privilégio da progressão da pena para o regime semiaberto (quando o preso apenas pernoita na cela).
A assessoria de comunicação da Seju informou que serão construídas 20 unidades desse tipo em todo o Estado até o final de 2014. Cada uma delas poderá abrigar até 100 condenados. O valor investido será de R$ 36 milhões e a execução das obras ficará a cargo da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). De acordo com a secretaria, os custos de alojamento no semiaberto são bem inferiores porque não é necessário o mesmo aparato de segurança que uma unidade prisional convencional. As unidades serão parecidas com casas e ocuparão poucos funcionários.
O modelo vai seguir as diretrizes da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) por meio de convênios adotados com entidades civis de direito privado sem fins lucrativos. O conceito traça um novo modelo de gestão social voltada para valorização humana.
O detento, pertencente a um grupo considerado de menor risco, cumpre ritos diários que contemplem escolarização, profissionalização, trabalho, integração social, religião, assistência e voluntariado. A coordenação da unidade é feita pelos próprios detentos e não existe guarda armada na unidade e tão pouco vigilância externa.
A Seju informou que a localização das unidades será divulgada apenas no início de novembro, mas adiantou que todas as cidades-pólo do Estado vão ser contempladas. A secretaria deve priorizar municípios onde empresas demonstrem interesse prévio para ocupar profissionalmente os condenados.(D.M. e L.F.M.)

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