Regime automotivo do Mercosul tem de ter regras específicas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 25 de novembro de 1999
por Marli Olmos 
São Paulo, 25 (AE) - O regime automotivo do Mercosul, terá de contar com uma espécie de ponte com regras específicas para não interromper o comércio da região no final deste ano. A opinião é do vice presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Célio Batalha. A industria automobilística brasileira espera dos argentinos uma posição para fechar acordo antes do dia 31 de dezembro, quando se encerra o atual regime, que prevê isenção tarifária no intercâmbio de produtos na região.
Batalha explicou hoje que a Organização Mundial de Comércio (OMC), não permite a prorrogação de regimes. "Por isso não se pode falar em extensão", destacou. Segundo ele, o setor deverá estudar uma maneira de manter o livre comércio por mais algum tempo até que brasileiros e argentinos cheguem a um acordo. Inicialmente está previsto que todos os carros importados pelos países do Mercosul de lugares pagarão, a partir do ano 2000, Imposto de Importação de 35%. As autopeças teriam alíquotas entre 14% e 18%.


