Região sul apresenta maior velocidade no registro de casos de aids
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segunda-feira, 22 de novembro de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 22 (AE) - A velocidade no aumento dos casos de aids na região sul do País está preocupando as autoridades sanitárias. "Está havendo uma mobilização muito grande, mas não se reflete em estabilização no número de casos", disse o assessor técnico do programa nacional DST/Aids, Alexandre Grangeiro. Enquanto em algumas regiões, como o sudeste, a tendência é estabilizar e declinar a velocidade, no sul o número vem aumentando 1,4% ao ano.
De acordo com Grangeiro, esse aumento é 2,5 vezes maior do que o registrado no sudeste, que liderava o ranking até 1997. Estudos do Ministério da Saúde apontam que esse crescimento no sul foi observado principalmente entre os usuários de drogas injetáveis e parceiros heterossexuais. "Tem que aprimorar o trabalho com essa população", disse Grangeiro. Somente as drogas injetáveis são responsáveis por 60% dos casos de contaminação.
Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos 19 anos foram registrados pouco mais de 163 mil casos de aids no Brasil. Desses, 15% estão na região sul. Estima-se, no entanto, que haja 536 mil infectados pelo vírus no País. A cidade com maior número de registros é Itajaí (SC), com 854 por grupo de 100 mil habitantes. A média nacional é de 113 casos de aids por grupo de 100 mil habitantes.
Para mobilizar ainda mais a população do sul do País no combate à aids, Curitiba foi escolhida como cidade-símbolo da campanha de prevenção à doença no Dia Mundial de Combate à Aids, marcado para 1º de dezembro.


