Um homem de 49 anos morreu vítima de meningite bacteriana na Santa Casa de Londrina na noite do último domingo. A morte só foi divulgada ontem pela assessoria de imprensa do hospital. O paciente estava internado em quarto isolado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) havia seis dias, após ser transferido da Santa Casa de Cambé (Região Metropolitana de Londrina). O corpo foi enterrado no Cemitério Parque das Allamandas, em Londrina, no final da tarde de segunda-feira.
Esta é a segunda morte por meningite na região em menos de uma semana. Na última sexta-feira, o Hospital Universitário de Londrina (HU) havia confirmado a morte encefálica de um menino de 4 anos. O garoto, que era de Farroupilha (RS), havia dado entrada na Santa Casa de Jacarezinho, no Norte Pioneiro, e em seguida foi encaminhado para a UTI pediátrica do HU de Londrina, onde permaneceu internado quatro dias antes de morrer.
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) ressaltou que a confirmação oficial por parte do Estado ainda depende do resultado de exames realizados pelo Laboratório Central (Lacen) do Estado, em Curitiba. No entanto, a Sesa adiantou que nenhum dos casos se refere à meningite meningocócica, causada pela bactéria meningococo, que é a forma mais contagiosa e causadora de surtos epidêmicos ou mesmo epidemias. Segundo a Sesa, 535 casos da doença foram confirmados em 2015. Do total, 33 pessoas morreram, sete do tipo meningocócico. Em todo o ano passado, foram registrados 1.388 casos, com 84 mortes, sendo 11 pelo tipo mais grave.
A chefe da 17ª Regional de Saúde, Terezinha Sanchez, informou que 33 casos de diferentes tipos de meningite foram confirmados na região este ano. Ela admitiu que apesar de uma das mortes se tratar de caso importado, os profissionais de saúde da região devem redobrar os cuidados com a doença. "Os municípios já foram notificados para aumentarem a vigilância. Antes de alarmar a população, a chave para o combate à meningite passa pelos serviços de saúde", cobrou.
Em Londrina, os agentes de saúde já notificaram 52 casos da doença desde janeiro. Em Maringá, a Secretaria de Saúde confirmou 21 casos de meningite neste ano apenas no município, no entanto, mais de 95% dos casos são de meningite viral. Um caso de meningocócica foi registrado no início do ano, com a recuperação do paciente. Além disso, a secretaria afirmou que 90% do público-alvo foi vacinado em 2015 na cidade. Mesmo com 33 óbitos, a Sesa garante que a situação no Paraná é considerada sob controle.

PREVENÇÃO

Terezinha também dá dicas de prevenção para os moradores. "Manter o ambiente aberto e arejado e lavar as mãos frequentemente são maneiras de prevenção. Além disso, os municípios estão preparados para realizar o bloqueio em caso de suspeitas de meningite por bactéria", comentou. Segundo ela, outros hábitos também podem fazer a diferença. "Evite secar as mãos em toalhas úmidas. Em local coletivo, prefira toalhas descartáveis. Os alimentos demandam lavagem correta antes de serem consumidos", orientou. "A água deve ser sempre potável, de preferência de filtro. Os reservatórios devem ser limpos com soluções cloradas", completou.
Segundo ela, o diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais. "O paciente deve procurar o serviço de saúde assim que apresentar os sintomas, pois no caso das meningites bacterianas, a introdução precoce do antibiótico reduz o risco de morte em 15%. Para o diagnóstico é necessário realizar a coleta de fluido cerebrospinal e de sangue de forma a identificar a bactéria, vírus, fungo, ou seja o agente causador da doença", detalhou.

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