Região Metropolitana de Curitiba cresceu mais
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terça-feira, 05 de agosto de 1997
Lorena Aubrift Klenk Curitiba 
Marcelo AlmeidaAtrativosSinval Dias dos Santos, do IBGE, diz que a qualidade de vida em Curitiba refletiu no crescimento da regiãoA Região Metropolitana de Curitiba foi a que apresentou a maior taxa de crescimento populacional entre todas as regiões metropolitanas do País, nos últimos cinco anos. O Paraná também está entre os poucos estados brasileiros que tiveram aumento no ritmo de crescimento no período, depois de duas décadas de taxas reduzidas por causa da migração. Os dados são do Censo 1996, cujos resultados foram divulgados oficialmente ontem.
A taxa de crescimento anual da RM de Curitiba entre 1991 e 96 foi de 3,4%, bem acima da média de crescimento anual das regiões metropolitanas (1,53%) e também da taxa brasileira, que ficou em 1,38% - uma das mais baixas já observadas.
Foi a única RM onde a taxa de crescimento superou a da década passada. Esse aumento é resultado da divulgação da qualidade de vida em Curitiba e já reflete também o anúncio da instalação de montadoras de automóveis na região, afirma o chefe da Divisão de Pesquisa do IBGE no Paraná, Sinval Dias dos Santos.
O fato de que a população de Curitiba cresceu menos (2,38% ao ano) que a da RM confirma que o grande crescimento ocorreu nos municípios vizinhos, hoje sacrificados por um custo social alto, que engole a maior parte dos recursos. A população do município de Fazenda Rio Grande, por exemplo, aumentou 80% nos últimos cinco anos - exatamente no período de emancipação do município que deixou de pertencer à Mandirituba.
Embora com crescimento populacional menor que o da RM como um todo, Curitiba superou a média nacional e todas as grandes capitais brasileiras. São Paulo, por exemplo, apresentou taxa de crescimento anual de 0,40%; o Rio de Janeiro, 0,26%.
O Paraná, que segundo o IBGE tem 9.003.804 habitantes, voltou a apresentar taxas expressivas de crescimento populacional. Nos últimos cinco anos, a taxa anual foi de 1,3%, contra 0,97% no período 1980-91. Isso indica que o Estado vem recebendo populações de outras regiões e parece ter interrompido o fluxo migratório que ocorreu na última década, principalmente em direção à fronteira Oeste, afirma Santos.


