Tóquio, 08 (AE-DOW JONES) - Depois da severa contração econômica em 1998, a maioria dos países asiáticos deve apresentar crescimento este ano, segundo pesquisa divulgada hoje pelo Conselho de Cooperação Econômica do Pacífico. A média de crescimento real para os integrantes da Cooperação Econômica da ásia-Pacífico (APEC) é estimada em 2,6% em 1999 e em 2,9% no próximo ano. O relatório, no entanto, aponta fatores que podem colocar em risco o cenário de crescimento.
Um destes fatores é a possibilidade de instabilidade na taxa de câmbio. Se as baixas taxas de juro no Japão provocarem uma saída significativa de capital do país, a pressão de queda sobre o iene poderá desestabilizar outras moedas, diz o relatório. Da mesma forma, uma desvalorização do yuan chinês também abalaria as moedas asiáticas. O relatório ressalta que o governo da China tem reiterado que não vai desvalorizar o yuan.
O documento alerta que uma forte queda nos preços das ações nos EUA pode "enfraquecer significativamente" a atividade econômica norte-americana. O relatório projeta crescimento de 3 5% para os EUA em 99 e de 1,6% no ano 2000. O Japão, segunda maior economia do mundo, deve ter crescimento zero este ano e crescimento de 2% no próximo ano, segundo Conselho de Cooperação Econômica do Pacífico.
Na Indonésia, a economia deve encolher 2,5% este ano e crescer 3,7% no ano 2000. Em 1998, o PIB (Produto Interno Bruto) da Indonésia teve a maior queda na região, 13%. O relatório conclui que o modelo de crescimento com base na liderança do Japão, China e EUA sugere que se uma destas economias entrar em recessão (ou continuar, no caso do Japão) as perspectivas de crescimento para toda a região estarão abaladas.

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