São Paulo, 09 (AE) - A região da Rua 25 de Março foi tomada hoje, durante cerca de três horas, por divergências entre grupos de ambulantes, bate-boca entre camelôs e lojistas e desentendimentos com a Guarda Civil Metropolitana (GCM). Depois, muitos camelôs voltaram a fazer vendas "disfarçadas". Aproximadamente 30 pessoas, ligadas ao Sindicato dos Permissionários do Estado de São Paulo (Sinpesp), iniciaram uma passeata por volta das 9 horas e conseguiram fechar algumas lojas da Rua 25 de Março. Às 10h30, quando chegou o presidente do Sindicato dos Camelôs Independentes de São Paulo, Afonso José da Silva, outro grupo de ambulantes iniciou uma nova manifestação. Algumas lojas foram fechadas em meio a muitas discussões. Quase no fim da passeata, os integrantes do protesto começaram a discutir com agentes da Guarda Civil Metropolitana, acusando-os de agressão. A mulher de Silva, Zoraide Farias, disse que um dos guardas bateu com um escudo em sua boca. Durante os protestos, um camelô foi detido e liberado posteriormente.
A manifestação terminou com os dirigentes prometendo para amanhã (10) mais protestos. Nesse momento, dezenas de camelôs já estavam de volta à 25 de Março, vendendo suas mercadorias em sacos ou caixas e fugindo da fiscalização. A presidente do Sinpesp, Josefa Araújo, anunciou que os ambulantes deficientes poderiam voltar a partir de amanhã para a região, mas a informação foi desmentida pela Assessoria de Imprensa da Prefeitura. Líderes dos camelôs levaram ao presidente da Câmara, Armando Mellão (PMDB), um documento que pede a votação do projeto que regulariza a situação da categoria.

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