Região amazônica registra terremoto de 7 pontos
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sexta-feira, 20 de junho de 2003
Agência Estado 
Brasília - Na madrugada de ontem a região amazônica registrou um abalo sísmico de 7 pontos na escala Richter, um dos cinco maiores dos últimos 100 anos no Brasil. Apesar da elevada magnitude, comparável ao do terremoto que destruiu Kobe, no Japão, a profundidade do sismo foi de 553 quilômetros e, por isso, não causou danos nem foi sentido pela população.
Sismos nessa região acontecem com certa freqüência, mas, devido à grande profundidade do foco, raramente são percebidos, somente são detectados por sismógrafos, afirmam os professores Lucas Vieira Barros e Vasile Marza, do Observatório de Sismologia da Universidade de Brasília (UnB).
A estação sismográfica registrou o sismo às 3h21 de ontem (horário de Brasília). Sete horas depois, outro terremoto de magnitude um pouco menor (6,8 pontos), mas superficial, atingiu o centro do Chile, com vibrações refletidas até a Argentina.
De acordo com os professores da UnB, esses dois terremotos têm em comum o fato de serem resultantes da interação entre as placas tectônicas de Nazca (Pacífico Sul) e Sul Americana, sobre a qual está o Brasil e os demais países sul-americanos.
A diferença é que o sismo do Brasil foi causado por uma quebra da placa a grande profundidade, no manto terrestre, onde as rochas já começam a fundir sob intenso calor, enquanto o sismo do Chile foi provocado por uma ruptura na zona de contato entre as duas placas, na crosta rígida.


