Regata no Tietê lembra tempo do rio Limpo
São Paulo, 21 (AE) - Como nos velhos tempos, canoes e yoles - os barcos usados na prática do remo - ocuparam hoje parte do Rio Tietê. Relembrando décadas passadas, curiosos e aficcionados amontoaram-se às margens do rio para acompanhar a disputa. Em comemoração aos 100 anos do Clube Esperia, um grupo de atletas participou de uma regata. Dessa vez, porém, foram necessários óculos e máscaras para que os remadores não entrassem em contato com a poluição. A prova também exigiu habilidade para desviar de troncos, pneus e garrafas. Entre os 44 remadores do Esperia, os veteranos chamavam a atenção. Com muita vontade, percorreram o trecho de 250 metros do percurso - que começava em uma plataforma montada em frente do clube e terminava em uma outra, sob a Ponte das Bandeiras. A competição, porém, era amistosa e todos foram premiados.
Os barcos usados na prova eram os mesmos da metade do século. Segundo a diretora de remo do clube, Ana Helena Puchetti
o equipamento é mais estável que as embarcações modernas e o risco de que os nadadores caíssem no rio era menor.Vitto Francisco Abattepaulo, de 80 anos, levou os netos. Ele remou no Tietê até 1954. "No início o rio era limpo, mas quando eu parei de praticar remo, já era bem sujo."
Para o coordenador de recursos hídricos da Fundação SOS Mata Atlântica, Samuel Barreto, a competição ajudou a chamar a atenção para a situação do Tietê. " Dá para ver que a cidade ainda é muito ligada ao rio."





