Há dez anos, a ONU alertava que milhões de refugiados ambientais trocariam seus lugares de origem por lugares mais seguros, para fugir do aquecimento global. Eles eram cerca de 22 milhões naquele ano, aumentaram para 27 em 1995 e devem chegar aos 30 milhões até o ano 2000.
Segundo um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, são três as desgraças que afligem essa população: o desmatamento em florestas tropicais, que diminui a capacidade mundial de absorção de gases poluentes; as queimadas, que jogam na atmosfera uma grande quantidade de dióxido de carbono (fumaça negra), causador da chuva ácida; e a poluição das indústrias, dos carros e de outras fontes, que diminuem a camada de ozônio.
As regiões mais afetadas são a Etiópia, Somália, Sudão, Djibuti e Eritréia, no chamado ‘‘Chifre das África’’. (AE)

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